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Brasil e FAO ajudam Paraguai a melhorar produção de algodão

Em Caazapá, no Paraguai, plantações de algodão que fazem parte de um projeto da FAO e do governo do Brasil tiveram crescimento superior a 100% na produtividade. Expansão foi observada por uma missão de técnicos do Estado paraguaio e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), que estiveram no país no início do mês. Programa de cooperação entre as duas nações promove o uso de novas tecnologias e variedades de cultivo brasileiras.

“O algodão é um item estratégico para os agricultores familiares por conta da geração de renda, de emprego e de alternativas de proventos”, afirmou o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Paraguai, Rolf Hackbart. Na avaliação do dirigente, são necessários mecanismos que permitam a diminuição dos custos de produção, o acesso a informações sobre mercados e condições de financiamento melhores.

Implementado pelo organismo internacional e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) em sete países, o Projeto +Algodão busca a intensificação sustentável da produção algodoeira, aprimorando sua cadeia de valor. No Paraguai, as atividades do último ano trouxeram melhorias significativas segundo a EMBRAPA.

“Tive a oportunidade de ver a conclusão dos trabalhos que foram iniciados na campanha 2017-2018, durante a qual foram verificadas as condições das sementes, do cultivo e do solo, com a utilização de novas tecnologias que contribuíram para o crescimento e para a produção de algodão no Paraguai”, disse o especialista da instituição brasileira, Tarcisio Gondim.

“Ficamos surpresos com as parcelas (de terra) demonstrativas de Caazapá, onde o incremento da produção de algodão superou os 100% de rendimento”, acrescentou o consultor.

Apesar dos avanços, Gondim alertou para um problema que pode frear a produtividade do setor — o manejo de pragas.

O analista da EMBRAPA ressaltou ainda a importância de capacitar técnicos do programa, para que possam continuar as atividades e pesquisas, tendo por objetivo o fortalecimento da agricultura familiar. De acordo com o especialista, outro caminho para o crescimento é a comercialização da fibra do algodão para indústrias, o que pode direcionar a produção e abrir novos mercados.

Fonte: ONU / PRESS

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